top of page
Buscar


Sara & Felipa Educa_são
6 de nov de 20256 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
31 de jan de 20255 min de leitura


Dulce Cruz, Felipa Vieira e Sara Gomes
21 de dez de 20245 min de leitura


Educa.São & Mafalda Bravo Velez
3 de dez de 20247 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
10 de nov de 20246 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
29 de set de 20245 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
16 de set de 20245 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
25 de fev de 20246 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
18 de fev de 20244 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
11 de fev de 20244 min de leitura


Dulce Cruz, Felipa Vieira e Sara Gomes
28 de jan de 20244 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
26 de jan de 20242 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
21 de jan de 20243 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
7 de jan de 20246 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
4 de jul de 20235 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
1 de jun de 20233 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
19 de mar de 20232 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
29 de jan de 202311 min de leitura


Sara & Felipa Educa_são
5 de jan de 20236 min de leitura
bottom of page






![Não são casos isolados. São sistemas doentes.
Sempre que surgem notícias de agressões a crianças em instituições, a narrativa repete-se:
“Como foi possível?”, “Que monstros são estes?”, “Como ninguém viu?”
A verdade é mais desconfortável, e por isso menos dita.
Isto não acontece porque existam pessoas excepcionalmente más.(Claro que existem, e essas não deviam estar nunca perto de crianças.)
Mas isto acontece, sobretudo, porque criámos condições estruturais que tornam falhas humanas previsíveis.
Subvalorizámos profundamente o cuidado na primeira infância.
Transformámos escolas em depósitos de crianças.
Normalizámos rácios desumanos.
Pagamos mal, exigimos muito e fingimos surpresa quando alguém quebra.
Queremos vínculo, mas afastamos os pais.
Queremos cuidado individual, mas organizamos tudo em lógica de produção em massa.
Queremos qualidade humana, mas escolhemos profissionais pelo critério do “mais barato possível”.
Uma formação, um diploma ou um certificado não garantem maturidade emocional, capacidade relacional ou estrutura psíquica para cuidar de 10, 16 ou 25 crianças pequenas durante seis a oito horas por dia.
Assistimos a mais uma notícia ontem. E sentimos outra vez aquela náusea. E o grito: - Até quando?
Enquanto aceitarmos que:
– os pais não entram na escola,
– não conhecem verdadeiramente quem cuida dos seus filhos,
– o choro é tratado como “normal” e não como linguagem,
– e o cuidado é visto como um custo e não como um pilar da sociedade, isto vai continuar a acontecer.
[continua no comentário fixo ↓]](https://scontent-sea5-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/626281199_18081707507464176_4982483780460361526_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=109&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=kAN7_2krTKQQ7kNvwH46SoH&_nc_oc=AdmF3WIgroJ3eSzqS23QAKgXnlUVdUcyIBe87C2mNBMZj1XQSdo7YC7J0GnBtJcTzPk&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-sea5-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=CNf2C6sUXJpjwZETUnjk_w&_nc_tpa=Q5bMBQGoKUocZRgRb4c0q7OSs-XAI222Ui93Q3nNMA9cBELxPV1btCSElFOQGLb7N7BzoL7d_jgaQiG7&oh=00_Afs7k62E7bng0r8jMeSpVQMx3nhikqlfMLcf6O48PWFVcg&oe=69A15FF0)













































