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29 de jan. de 202311 min de leitura


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4 de dez. de 20202 min de leitura
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![Não são casos isolados. São sistemas doentes.
Sempre que surgem notícias de agressões a crianças em instituições, a narrativa repete-se:
“Como foi possível?”, “Que monstros são estes?”, “Como ninguém viu?”
A verdade é mais desconfortável, e por isso menos dita.
Isto não acontece porque existam pessoas excepcionalmente más.(Claro que existem, e essas não deviam estar nunca perto de crianças.)
Mas isto acontece, sobretudo, porque criámos condições estruturais que tornam falhas humanas previsíveis.
Subvalorizámos profundamente o cuidado na primeira infância.
Transformámos escolas em depósitos de crianças.
Normalizámos rácios desumanos.
Pagamos mal, exigimos muito e fingimos surpresa quando alguém quebra.
Queremos vínculo, mas afastamos os pais.
Queremos cuidado individual, mas organizamos tudo em lógica de produção em massa.
Queremos qualidade humana, mas escolhemos profissionais pelo critério do “mais barato possível”.
Uma formação, um diploma ou um certificado não garantem maturidade emocional, capacidade relacional ou estrutura psíquica para cuidar de 10, 16 ou 25 crianças pequenas durante seis a oito horas por dia.
Assistimos a mais uma notícia ontem. E sentimos outra vez aquela náusea. E o grito: - Até quando?
Enquanto aceitarmos que:
– os pais não entram na escola,
– não conhecem verdadeiramente quem cuida dos seus filhos,
– o choro é tratado como “normal” e não como linguagem,
– e o cuidado é visto como um custo e não como um pilar da sociedade, isto vai continuar a acontecer.
[continua no comentário fixo ↓]](https://scontent-iad3-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/626281199_18081707507464176_4982483780460361526_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=109&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=-PNer9ijigcQ7kNvwFAiVaI&_nc_oc=Adl5JY5FphRU5C8LhRUNlHlgNhb9MkYdg5w_XETf12vuteR6GK1YePFqy-TKdjeCYOg&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-iad3-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=uqTVQos71Ofx_ei_ee30jg&_nc_tpa=Q5bMBQF9va1kKdDp7LG6O2TBtVMBU8NTNaC6eYi1y0Ieicvi2GwnlwVvWfVCocIIU6SJ9Fj7QWSTNmox&oh=00_Afv_nU9EH5ZD_xqh0m61dbMZylmxQesKbE_AMOEZeqOELQ&oe=699236B0)
















































